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Invisible Girl Daily

Sou do tipo de pessoa que molha a casa depois da banho, come doces antes do almoço, briga com amigos as vezes sem razão, come toda a pipoca durante os trailers, erra, mas afinal quem é perfeito? Aproveite a vida enquanto a tempo.

Invisible Girl Daily

Heart by Heart

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Há 5 dias que choro sem parar, que acordo devido aos ataques de pânico, que acordo a meio da noite assustada devido ao pesadelos que ando desesperada a ponto de não ter força nas pernas para me levantar e a tremer.

O meu copo transbordou, acho que quem disse que não morremos de tristeza e de coração partido enganou-se. O pânico apodera-se de mim, as lágrimas não param, não sei o que é real, ora fico irritada ora quieta sem me mexer ou falar. E este estado ainda me deixa mais desesperada. Não sei por onde começar a me reerguer mas hei-de lá chegar.

Do meu pai devia ter cuidado melhor dele, sinto saudades do riso dele, da voz dele, da presença dele que sinto mas não vejo, hoje fui ao cemitério falar com ele, chorar por ele, agradecer tudo o que foi para mim e sempre será. Eu tinha-lhe pedido mais 20 anos comigo, ele riu-se na altura. Quando ai chegar a cima vamos ter uma bela conversa. Não me sinto preparada para anos sem ti, sem o teu toque na minha vida, sem o teu grito, sem o teu riso. Sinto-te tão próximo mas não te vejo.

Hoje só te queria ligar Piu ( acho que será melhor te chamar aqui assim, sinto que fica correcto), sei que estarias com um ombro para mim e um abraço apertado, mas não consegui, não agora que estás noutra, algo em mim não teve coragem, queria poder ter ido a correr para aí e sem explicação te abraçar e tu me consolares com aquele colo que só tu sabes dar. Também queria estar aí para ti, sei que estás a sofrer mas não mostras, não te deixaria sair do meu abraço, e a minha mão estaria entrelaçada na tua, vai tudo correr bem. Mesmo de longe eu cuido de ti, olho por ti...

Uma memória me veio à cabeça, quando andei mal da barriga e fiquei muito mal em tua casa tu me deitaste na cama, fizeste-me chá, levaste-me o chá à cama, com esses olhinhos cheios de preocupação a perguntar se me dói-a algo e se estava bem, ficaste ali ao meu lado, e nem me querias deixar vir embora. Gostava de não ter saído de lá. Neste momento só me apetecia um daquelas fim de semanas que nos enviamos no teu quarto e o mundo desaparecia, só saíamos para ir ao sushi e voltamos, ficamos a cuidar um do outro, o dia na cama a ver filmes, a nos amarmos...

São estás memórias que me fazem sorrir...

Sei que o meu pai pelo menos fica contente por me teres feito feliz durante estes anos e que não me deixaste sozinha neste momentos tão difíceis, mas não sei se ele te perdoaria por partires o meu coração, nem sei se ele se perdoará a ele próprio por o ter partido também.